Já falamos um pouco da história do Rio de Janeiro, cidade maravilhosa com cerca de 17,2 milhões de habitantes, segundo a estimativa do IBGE, dividida em 33 regiões e possui ao todo 160 bairros.

Você alguma vez conheceu a história por trás dos nomes de cada região?
Alguns são curiosos como Curicica e Cascadura, mas também temos aqueles que derivam do indígena como Tijuca e Andaraí.

Nós da Moura Assessoria separamos para você alguns nomes e a sua história, para você matar um pouco a sua curiosidade.

Centro:
Santa Tereza
Chamada antigamente de morro do Desterro por conta da construção capela de Nossa Senhora do Desterro, feita pelos portugueses.

Anos mais tarde o governador Gomes Freire de Andrade construiu no local o convento de Santa Tereza, onde abrigou a rodem religiosa de Santa Tereza.

Este é também o nome dado a ladeira que leva ao convento e a capela de Nossa Senhora do Desterro.

Gamboa
Este nome vem de que no local possuía as mais antigas praias do litoral carioca chamadas de Gamboa ou Camboas, que eram pequenas represas feitas pelos pescadores locais.

Saúde
Este bairro recebeu este nome por conta de uma promessa feita por um rico português à Nossa Senhora da Saúde para sua esposa fosse Salva.
Em 1742 este português, Manoel Negreiro, construiu a capela de Nossa Senhora da Saúde sobre uma pedra de frente para a praia.
Antes esta região era conhecida como Valongo e Valonguinho.

Zona Sul
Humaitá
Chamada inicialmente pelos índios de Itaoca, por conta da gruta que existia no local, mais o seu nome Humaitá vem da batalha de Humaitá travada na Guerra do Paraguai.

Copacabana
Seu nome significa mirante do azul na língua indígena boliviana Inca Quichua.
O seu nome original era Sacopenapã e a sua região era um areal desértico quando os pescadores começaram a frequentar, lá no final da praia construíram uma capela para Nossa Senhora de Copacabana com umaimagem trazida por mercadores bolivianos.

Mais tarde a capela foi destruída dano lugar ao forte de Copacabana.

Ipanema:
Seu nome vem do tupi que significa “águas perigosas”, mas ele não se refere ao bairro, e sim de um rio paulista.
O bairro leva o nome em homenagem ao primeiro Barão e Conde de Ipanema.

Em 1883, o Barão criou o Loteamento Villa Ipanema, tendo como sócio Antônio José Silva e o autor do projeto, o engenheiro Luís Raphael Vieira Souto, no que viria a ser Ipanema.

Catete:
Nome indígena que em tupi significa “mato fechado”, pois correspondia a um braço do rio Carioca que contornava o outeiro da Gloria e desembocava no mar.

Gloria:
O bairro recebeu este nome por conta da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, que foi a primeira construção da região no século XXIII, logo em seguida se consolidou um povoamento em torno da região.

Flamengo
O nome é uma homenagem ao navegador Flamengo, holandês Oliver Van Noort, mas também pode estar relacionado também aos flamingos que frequentavam a região na época.

Zona Norte:
Tijuca
O nome Tijuca é de origem indígena e significa água podre, charco ou brejo, ele faz referência as lagoas da atual Barra.

Depois a região passou para as montanhas, floresta e vertente oposta, que correspondia à antiga região do Andaraí Pequeno.

Entre os séculos 19 e 20, transformou-se no atual bairro da Tijuca. Na década de 70, parte do Andaraí Grande foi incorporada a ele.

Estácio
A região do Estácio era um matagal onde se refugiavam os porcos dos matadouros próximos, por isso o seu antigo nome era Mata-Porcos.

Se firmou como bairro, com a chegada moradores, a área passou então a se chamar Estácio em homenagem ao fundador da Cidade, Estácio de Sá.

Andaraí
Seu nome provém da expressão indígena “Andirá-y Açu”, que significa “Rio Grande dos Morcegos”, na linguagem dos índios tamoios que habitavam a região.

O “Rio dos Morcegos” hoje é denominado Rio Joana, que atravessa o bairro, dividindo as duas pistas da Rua Maxwell.

Outra versão diz que vem do Pico do Andaraí, cuja tradução do tupi para o português seria “empinado para cima”.

Maracanã
Vem do tupi maraka’nã, que significa papagaio.

Provavelmente o rio homônimo recebeu este nome por ter suas cercanias habitadas por uma ou mais espécies destes pássaros.

Zona Oeste:

Recreio dos Bandeirantes
Estas terras pertenciam ao Banco de Crédito Móvel, que as loteou em dois terrenos.

Joseph Weslley Finch comprou, nos anos 20, umas delas e costumava promover visitas de fim de semana para interessados na compra de seus lotes.

Com isso muitos paulistas adquiriram terrenos à beira-mar e construíram casas de veraneio.

Desta forma, as terras de Finch passou a ser conhecida como Recreio dos Bandeirantes, e foi registrada como Jardim Recreio dos Bandeirantes.

Mais tarde, todo o bairro passou a ter o mesmo nome.

Jacarepaguá
O nome deriva-se de três palavras da língua Tupi-Guarani: YACARE (jacaré), UPÁ (lagoa) e GUÁ (baixa) – A “Baixa lagoa dos jacarés”.

Na época da colonização, as lagoas da baixada de Jacarepaguá eram repletas de jacarés.

Bangu
Este nome vem da modificação de u bang ú (“a barreira negra”) ou bang ú (“cercado por morros”) na linguagem dos índios.
Outra possibilidade está relacionada à palavra africana bangüê, utilizada pelos escravos para se referir ao local do engenho onde se guardava o bagaço da cana-de-açúcar que, após moída, alimentava o gado.
O termo ficou consagrado ainda, como denominação de uma espécie de padiola feita de tiras de couro ou fibras trançadas, usada para transportar cana-de-açúcar e outros materiais de forma improvisada. Daí nasceu a expressão “fazer à bangu”, ou seja, sem cuidado, de qualquer jeito.

Barra da Tijuca
Os depósitos de aluviões formados nas desembocaduras de rios e canais são o que se chama de barra.

No caso do bairro, o depósito é formado pelo encontro das águas do conjunto de lagoas da região (entre as quais, a Lagoa da Tijuca) com o Oceano Atlântico, através do Canal da Joatinga.

Tijuca, por sua vez, significa “água podre” em tupi.

Curicica
O nome vem da mudança de ya-cury-ycica, “a árvore que baba”, da família das palmáceas.

Designou também o nome da antiga Estrada de Jacarepaguá que dava acesso à baixada fronteiriça ao Morro Dois Irmãos e limitada pela Estrada de Guaratiba, que hoje é a atual Estrada dos Bandeirantes).

Zona Suburbana:
Penha
O nome é uma homenagem à Nossa Senhora da Penha.

A homenagem teve como base a lenda de um viajante francês que percorria o Brasil indo para São Paulo e em uma noite pernoitou por onde hoje é o bairro.

O vigente tinha amarrada ao cavalo uma imagem de Nossa Senhoram no dia seguinte quando acordou e voltou a seguir o caminho, deu por falta da imagem e retomou, encontrando a imagem no mesmo lugar onde esteve dormindo.

Colocou-a então de volta no alforje e partiu, horas mais tarde o viajante notou que novamente a imagem de Nossa Senhora não estava mais com ele, decidiu então retornar e encontrou-a no mesmo lugar.

Com isso chegou à conclusão que a santa escolhera aquele local para ficar, assim o francês construiu ali uma capela.
Já a história oficial diz que da primeira capela em louvor a Nossa Senhora da Penha foi erguida em Vila Velha, antiga capitania do Espírito Santo, entre 1558 e 1570.

A segunda surgiu no Rio de Janeiro após a fundação da Fazenda de Nossa Senhora da Ajuda, propriedade do capitão português Baltazar de Abreu Cardoso, em 1635, ao ser atacado por uma cobra, pediu auxílio a Nossa Senhora da Penha e em agradecimento por ter se livrado do perigo, construiu uma pequena capela no alto de suas terras, onde colocou uma imagem da santa, com isso as pessoas que passavam viam a pequena capela e subiam a grande pedra para rezar e agradecer.

Cachambi
Caxamby é um nome de origem indígena que significa feixo, laço que amarra o capim ou mato trançado.

Suas terras eram formadas por vastos capinzais, muito procurados para alimentar os animais, o que valorizava o terreno.

Pavuna
O nome vem do indígena “pabuna” ou “ypabuna”, que significa lugar ou região escura, sombria.

A palavra deu nome ao bairro e ao rio de 14km de curso que separa os municípios da Baixada Fluminense.
No século XVI, os franceses registraram aldeias de índios Tupis em seus mapas, e uma delas, a aldeia de Upabuna, estaria às margens do referido rio.

Olaria
No ano de 1820, Francisco José Pereira Rego comprou terras entre o Caminho da Matriz (Itararé) e o Morro da Penha.

Ali, a família Rego viria a instalar várias olarias para atender a vizinhança, aproveitando o terreno de barro vermelho, mais tarde outras fábricas de tijolos surgiram fazendo com que o local ficasse conhecido como “região das olarias”.

Cascadura
A origem do nome do bairro tem três versões: a primeira está ligada à inglesa Maria Graham, que relatou, em 1824, um passeio à Fazenda Real de Santa Cruz, fazendo referência ao local como “Casca D’Ouro”.
Na segunda conta à dificuldade que os operários tiveram para abrir, com picaretas, a pedreira na construção da estrada de ferro, com isso o conjunto de pedras ganhou o apelido de “casca dura”.
Já na terceira, por fim, diz respeito a um dos primeiros moradores da região, um comerciante bastante difícil, fechado para negociações e doações.

 

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